O que torna uma sala de Integração Sensorial especial?

O que torna uma sala de Integração Sensorial especial?

O espaço onde se desenvolve uma intervenção com enfoque na Integração Sensorial (IS) deverá ser um espaço amplo, controlado, seguro e atrativo.

Que técnico de saúde está habilitado para intervir nesta área?

O(A) Terapeuta Ocupacional (TO), em Portugal, é o único técnico com especialização em IS. Deste modo, o TO deve garantir a segurança da criança para que esta possa explorar o espaço de um modo o mais autonomamente possível. Em resultado, conseguir com o seu corpo interagir com diferentes materiais e equipamentos que lhe proporcionem diferentes sensações.

O que estará envolvido numa sessão de IS?

Contacto com estímulos diversos, entre eles visuais, auditivos, táteis, propriocetivos e vestibulares. É através deste envolvimento que a criança vai aprender a lidar com as diferentes sensações e a dar resposta aos diferentes desafios do meio. Ajustando o seu comportamento sempre que necessário.

Para que tal seja possível devemos permitir à criança a exploração de diferentes equipamentos suspensos:

  • baloiços diversos, que lhe permitam experimentar o movimento linear, giratório e orbital

E outros que permitam o movimento no chão:

  • rampas, pranchas com rodízios.

A criança deve ter a oportunidade de trepar, cair em segurança, ultrapassar, subir, descer e empurrar equipamentos:

  • licras, escadas, cordas, rampas, paredes de escalada, trampolins – e de puxar e suportar o peso do próprio corpo.

Deverá ter contacto com diferentes experiências táteis

  • vibração, massagens, abraços, toques profundos ou leves na pele.

E diferentes materiais que possam ser sentidos em todo o corpo:

  • manipulação de comida, de espuma de barbear, de tintas manuais, de massas de modelar.

E procurar objetos escondidos em caixas sensoriais:

  • areia, feijão, grão, arroz, esferovite.

Os materiais e equipamentos devem estar acessíveis e serem fáceis de manusear. A sessão vai sendo construída numa parceria entre o(a) terapeuta e a criança. As atividades devem envolver sobretudo desafios diversos como por exemplo, desafios oculomotores, de equilíbrio, de coordenação motora (global e fina).

Para além disso, é estimulado o uso dos dois lados do corpo, a criatividade, o desenvolvimento de ideias novas e o planeamento de ações específicas.

Acima de tudo, a novidade deverá estar sempre presente para que surjam diferentes desafios e consequentemente diferentes respostas. Pois só assim contribuiremos para o desenvolvimento sensório motor.

Resumindo, se tiver uma disfunção sensorial. Ou se conhecer alguém nestas condições. Ou até mesmo, se tiver um familiar com alguma perturbação sensorial não hesite em procurar ajuda!

Mas não se esqueça, procure um(a) Terapeuta Ocupacional com formação em integração sensorial!